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Areia de brita vem sendo tendência na construção civil

O tema da sustentabilidade está em alta em diversas áreas. Dos alimentos à construção civil, o debate sobre a extração de produtos da natureza tem ganhado destaque. Afinal, se o ser humano não encontrar agora as alternativas para o que é necessário, o futuro pode ser marcado por uma escassez de diversos materiais e recursos não renováveis.

A areia natural, que geralmente é extraída de rios, cavas, e outros ambientes da natureza, também passa por esse problema. Mas a própria construção civil já tem encontrado uma solução: a areia de brita.

A partir de um britador cônico ou outros modelos, é possível substituir a extração das reservas naturais, respeitando as restrições ambientais.

Benefícios da areia de brita

O benefício mais direto do uso da areia de brita é, sem dúvida, a redução do impacto no meio ambiente. No entanto, as vantagens de seu uso não se restringem a isso. Há benefícios econômicos e tecnológicos também.

Afinal, ela pode ser processada a seco, o que reduz a dificuldade de se encontrar o produto por via úmida. As pedreiras de onde são retiradas também estão normalmente mais próximas ao consumidor, diminuindo os custos com o transporte do material. Ou seja, ela pode ter um desempenho superior ao mesmo tempo que consegue se tornar mais acessível para o mercado.

 

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Para cada tipo de concreto, um tipo de brita

Estruturas de concreto sofrem forte influência mineralógica dos agregados. A escolha errada pode prejudicar na resistência e na durabilidade do material

No que o tipo de brita misturada ao cimento, à areia e à água influencia na resistência, na durabilidade e em outros fatores do concreto? Segundo o geólogo, diretor do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto) e professor titular da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) Cláudio Sbrighi, cada tipo de estrutura pede um tipo de brita. “Tratando-se de uma estrutura de concreto para uma casa, a influência mineralógica da brita é relativamente pequena. Mas se a construção envolver edifícios, pavimento de concreto, obras de infraestrutura ou pré-moldados, o agregado certo otimiza o empreendimento”, explica.

De acordo com o especialista, os pavimentos de concreto, por exemplo, precisam de uma brita que seja mais resistente à abrasão. “Neste caso, é muito melhor usar um granito ou basalto do que usar calcário, que tem baixa resistência abrasiva”, resume Cláudio Sbrighi, lembrando que no Brasil a grande maioria dos agregados para concreto britado tem origem em rochas ígneas, de onde procedem granito e basalto, ou de rochas metamórficas, de onde vem as britas de calcário. “São as principais famílias, a partir das quais se produzem 95% dos agregados para concreto no país”, comenta, completando que, com exceção da região amazônica, os demais estados do país têm farta produção de brita. São Paulo responde por cerca de 30% da produção nacional. Outros importantes estados produtores são Minas Gerais (12%), Rio de Janeiro (9%), Paraná (7%), Rio Grande do Sul (6%) e Santa Catarina (4%).

Para melhorar a qualidade da brita, os laboratórios que pesquisam concreto têm se concentrado no aperfeiçoamento das características dos materiais, além de investir na descoberta de produtos artificiais. “No Brasil, temos agregados leves produzidos a partir da argila inteirizada, pelotizada e sintetizada. Ela responde por uma pequena porcentagem do mercado. Não é largamente utilizada, mas tem a propriedade de produzir concreto em massa unitária mais leve, podendo ser utilizada em estruturas em que haja interesse de economia nas fundações”, revela o geólogo.

Atualmente, existem também aplicações de agregados britados feitos a partir de entulho da construção civil. Cláudio Sbrighi afirma que esse tipo de material deve ser usado para concreto sem responsabilidade estrutural. “É permitida a substituição de parte do agregado por agregado originado de entulho de construção, desde que de boa qualidade, apenas em obras como guias, sarjetas e outros elementos que não tenham função estrutural relevante”, diz. Já no caso das peças pré-moldadas, o recomendável é que sejam agregados não reciclados e que atendam os limites especificados pela ABNT. As normas técnicas (NBR) são: agregado para concreto (7211), apreciação petrográfica (7389), amostragem (7216), forma (7809), pedra e agregados naturais (7225) e alterabilidade (12696/7).

No caso de concretos com alta resistência usam-se britas de origem ígneas – basaltos e granitos -, enquanto nos autoadensáveis, especialmente no caso do agregado graúdo mais fino, os calcários são mais vantajosos. Quando tratam-se de grandes obras, as britas 2 e 3 são as mais utilizadas. De acordo com a NBR 7225, a classificação dos agregados é a seguinte:

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Brita para jardim é uma opção para drenagem de água

O uso de britas na montagem de jardins, vasos e canteiros garante uma drenagem eficiente, sem excesso de água

Com o término da construção ou reforma, chega a hora de cuidar do paisagismo da obra, que consiste na arquitetura dos espaços externos. O projeto, que deve ser realizado por profissional capacitado, leva em conta fatores estéticos e funcionais. Conheça todos os benefícios da brita para jardim!

Jardinagem

Mais do que escolher as plantas e produtos ideais para cada projeto de paisagismo, é preciso criar um sistema de drenagem para vasos e canteiros que seja realmente eficaz, pois o excesso de água das regas e da chuva pode encharcar a terra e apodrecer as raízes.

Brita para jardim

Existe uma grande quantidade de brita para jardim disponíveis no mercado. Mas não se trata apenas de beleza. Enquanto as pedras mais “nobres” ficam bem na decoração, a brita ainda é a mais indicada para o sistema de drenagem por seu baixo custo e funcionalidade garantida.

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